Primeira edição autónoma na Dom Quixote (4ª edição no total) do poema dramático Um Barco para Ítaca. Foi escrito no exílio, em Argel, e publicado em Portugal, em 1971. Foi levado à cena em 1974 por Norberto Barroca, na Casa da Comédia, e em digressão pelo país. Posteriormente, com Vasco Pereira da Costa, foi representado no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra. E em muitas instituições escolares ao longo dos anos.
«Manuel Alegre, sobretudo através dos mitos, reflecte sobre os problemas do homem moderno e realça valores ainda hoje vivos, valores perenes que resistem ao passar do tempo. De modo especial sentiu-se atraído por Ulisses, pela sua contraditória ânsia de aventura e de partida, por um lado, e desejo de regresso a casa e à paz do lar, por outro. Este herói homérico, símbolo de Portugal, do povo português, encontra-se perdido em si mesmo e é preso logo que aparece; Ítaca, a pátria, sem liberdade, dominada e esbulhada, continua sem se encontrar. Daí a necessidade de um barco para os recuperar – para chegar «a Ítaca dentro de nós: tão em si mesma perdida».
José Ribeiro Ferreira in Manuel Alegre – Ulisses ou os Caminhos de Eterna Busca.
| ISBN | 9789722072458 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 80 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Dom Quixote |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Manuel Alegre
O poeta Manuel Alegre foi galardoado, juntamente com o fotógrafo José Manuel Rodrigues, com o Prémio Pessoa 1999, uma iniciativa do jornal “Expresso” e da Unisys. Foi a primeira vez que este prémio, que pretende «reconhecer uma pessoa de nacionalidade portuguesa com uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária e científica do país», foi atribuído ex-aequo. Pinto Balsemão, em representação do júri, justificou a escolha do nome de Manuel Alegre, que viu reunida a sua obra poética no volume “Trinta Anos de Poesia”, por «ser uma referência da poesia portuguesa deste século» e representar « a visão de um Portugal aberto ao mundo e um humanismo universalista atento a tudo o que nos rodeia». |


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