E de repente todas as linhas escritas /me parecem centopeias de mil morais, /todas as palavras ditas me soam a reprimenda /por não tê-las eu pensado, dito; por não ter agido /segundo o Evangelho dos Outros. /Sopro vista cansada, vomito /um encolher de ombros, sacudo cal, mato /as páginas, expectativas que não as minhas, /terra seca onde os milagres vão para morrer. /O mundo está debaixo dos meus pés, /alguma razão haverá para esta /ordem das coisas.
| ISBN | 9789899154575 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 60 |
| Capa | Cartonada |
| Editora | Companhia das Ilhas |
| Coleção | azulcobalto |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Filipe Homem Fonseca
Filipe Homem Fonseca nasceu em Lisboa, em 1974. É argumentista, dramaturgo, escritor, humorista, músico e realizador. Autor e coautor de contos, séries de televisão, peças de teatro, rubricas de rádio, documentários e filmes, comoHerman Enciclopédia,Contra-Informação,Conversa da Treta,Paraíso Filmes,Bocage,Azul a Cores,Submersos,Aqui Tão Longee1986. Tem dois livros de poesia, Conta Gotase EEnquanto Espero que me Arranjem o Esquentador Penso em como Será a Vida depois do Sol Explodir. É autor dos romancesSe Não Podes Juntar-te a Eles, Vence-oseHá Sempre Tempo para Mais Nada. |


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