Eventos bélicos de grande dimensão, como a Primeira Guerra Mundial, a Guerra Civil de Espanha ou a SegundaGuerra Mundial, e a ascensão de regimes autoritários na Europa obrigaram milhões de pessoas a sair dos seuspaíses e a procurar acolhimento noutros estados.
Apesar de ser um país periférico e de pequena dimensão, Portugal teve um papel central na história dosrefugiados durante o século XX. No entanto, as reações e atitudes dos governos e da população portuguesaforam diferentes consoante o regime vigente (Monarquia Constitucional, Primeira República, Ditadura Militar eEstado Novo), o contexto internacional ou a composição das vagas de refugiados.
Privilegiando sobretudo a ordem e a segurança, Portugal mostrou-se recetivo e acolhedor quando entendeuque os refugiados não representavam perigo, mas manteve uma postura mais intransigente, restritiva erepressiva sempre que considerou os refugiados uma ameaça para o regime e o país.
Neste olhar para um passado mais atual do que nunca, os historiadores Carolina Henriques Pereira e FábioAlexandre Faria mostram-nos como Portugal, entre as décadas de 1900 e 1970, foi porto de esperança paramilhares de deslocados de guerra e refugiados, embora nem sempre com hospitalidade generalizada.
| ISBN | 9789899181496 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 240 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Manuscrito |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Carolina Henriques Pereira
Doutora em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra com uma tese intitulada Escapando à Guerra e ao Holocausto através de Portugal: refugiados nas zonas de «residência fixa» da Região Centro (1940-1946) e professora auxiliar convidada na mesma instituição. É também autora do livro Refugiados da Segunda Guerra Mundial nas Caldas da Rainha (1940-1946), publicado em 2017. É investigadora integrada do Centro de História da Sociedade e da Cultura (CHSC-FLUC) e autora de diversos artigos relacionados com História Local, História Contemporânea, Segunda Guerra Mundial, Estado Novo e refugiados. |


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