Filipe Pinhal volta ao caso BCP, agora para passar a livro a correspondência quetrocou com o seu advogado para preparar as contestações e os recursos nos diversos processos quecorrem contra si. Para além dos argumentos esgrimidos em sua defesa, o autor aponta o dedo aosqueriam apossar-se do controlo do Banco, aos que aspiravam por uma boleia para Angola, àqueles aquem convinha abater um concorrente e aos que tinham interesse em abafar a Operação Furacão. Aopinião traduz uma convicção apurada nas lides posteriores a 2007, mas é preocupante que ashipóteses sejam levantadas. Estabelecendo um paralelismo entre o Estado Novo e a Democracia deAbril, o autor acusa o poder económico de estar, de novo, a submeter a política. Um domínio exercidopela sujeição dos governantes e pelo controlo da justiça e da comunicação social. Nesta lógica, asnomeações políticas serão o prémio para magistrados e jornalistas obedientes, enquanto a publicidadedas empresas do regime é usada para condicionar os jornais. Na maturidade da terceira República, ossinais de empobrecimento da democracia começam, afirma o autor, a ficar parecidos com os malesque vitimaram o Estado Novo.
| ISBN | 9789898184658 |
|---|---|
| Ano | 2011 |
| Número de páginas | 208 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Bnomics |
| Categorias |
Livros > Ciências Económicas > Economia
Filipe Pinhal
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