Numa era em que a religião do trabalho exige dos seus fiéiscrescentes sacrifícios laborais, em troca de um lugar nasanta comunidade de cidadãos honestos, ler O Direito àPreguiça (1880) é cometer um salutar pecado capital. Noséculo XIX, quando já os santos do capitalismo se alinhavamno firmamento da economia, Paul Lafargue aprimorava naprisão, com muita ironia, este ensaio clássico e iconoclasta.
Debruçando-se sobre a devoção ao trabalho que arrebataraos operários da época, o autor punha em causa auniversalidade e a historicidade deste absurdo zelo, numasociedade em que o indivíduo se abstinha do seu tempo livreem nome da sobreprodução e da acumulação obsessiva.
Leitura imprescindível nos tempos que correm, O Direito àPreguiça é um eloquente manifesto contra o vício dotrabalho, que corrompe as faculdades humanas, e emdefesa da liberdade fundamental de empregarmos o tempoa nosso bel-prazer.
| ISBN | 9789726082880 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 96 |
| Edição | 2 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Antígona |
| Categorias |
Livros > Literatura
Paul Lafargue
A vida de Paul Lafargue (1842-1911), intelectual revolucionário e genro de Karl Marx, é indissociável da história do socialismo francês. Nascido em Santiago de Cuba, fixou-se em Paris em 1851, onde estudou Medicina e viu despertar o seu interesse pela vida política. Expulso da universidade por actividades subversivas, exilou-se em Londres, onde dinamizou a Primeira Internacional. A convicta defesa da Comuna de Paris valeu-lhe várias penas de prisão, a perseguição pelas autoridades e a fuga para Espanha. Foi um fecundo polemista e redactor em periódicos como L’Egalité e La Tribune. Suicidou-se, com Laura Marx, em 1911. |


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