O diálogo é um tema actual, necessário, indispensável e eficaz se na sua mais lídima atmosfera: a da amizade, a comunicação entre um eu e um tu, sobre as mais variadas questões que interessam ou afligem o ser humano. Para Celan, o tu é sobretudo dos mortos do genocídio naziou a amada, algum amigo. Raro é que o interlocutor seja Deus,destinatário que responde nos versos do próprio poeta. Para os dois poetas que escolhi, esse diálogo é fundamental, embora se assuma de modos diversos: Rilke assume o papel de monge pintor de ícones que, ao praticar essa arte precisa de rezar com Quem lhe está a sair das mãos, seguindo a estética dos ícones.
| ISBN | 9789899070882 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 56 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Poética Edições |
| Categorias |
Livros > Literatura > Ensaio Literário
Maria Teresa Dias Furtado
Maria Teresa Dias Furtado é Professora Associada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Concluiu a Licenciatura em Filologia Germânica com uma tese sobre Paul Celan e doutorou-se em Literatura Alemã com uma dissertação sobre Hölderlin. Leccionou Literatura Alemã e Tradução Literária do Alemão. Tem publicado artigos da sua especialidade, bem como sobre Poesia Portuguesa Contemporânea. Deu à estampa várias traduções de algumas obras de Hölderlin e Rilke, acompanhadas de prefácios de sua autoria. Publicou em 2002 um diálogo poético com António Ramos Rosa intitulado O Alvor do Mundo, em 2007 a colectânea de poesia Livro de Ritmos, em 2012, o livro de poemas O Arco do Tempo, e em 2014, o livro de poemas ilustrado por José Assis Idades, Para uma Antropologia Poética. Ainda nesse ano publicou No Rendilhado da Espuma, Cantares Mouriscos, Os Meninos sem medo e o morcego (infantil) e Livro de Rostos (poesia). Em 2016 publicou Neste Sopro que me Tece (Poéticas da Pintura, em diálogo com a Exposiçãopoética edições |


Reviews
There are no reviews yet.