O ponto de partida da análise material a que o texto se propõe é a constatação da influência dos discursos das neurociências na responsabilidade normativa. O seu primeiro pilar é, portanto, a neuroética empírica ou o conjunto de estudos da neuroética que podem ter consequências normativas no plano prático. A sua descoberta passa pela desconstrução do mito da tábua rasa, e pela constatação de uma moralidade inata, que decorre do funcionamento biológico do corpo. O segundo pilar assenta na distinção fundamental entre moralidade inata – uma primeira moralidade – e os padrões (morais) de conduta, que resultam do assentamento seletivo de dados culturais sobre dados biológicos.
Finalmente, a tese material explora a admissibilidade de uma ideia de responsabilidade que se ancore numa conceção naturalista de pessoa ou, se se preferir, na hipótese da pessoa como o todo sinérgico produzido pelo seu corpo, toda a matéria do seu corpo e toda a estrutura da matéria desse corpo, numa perspetiva do corpo como cosmos, temporalidade necessária e motricidade esclarecida por valores.
Nota prévia da Autora
| ISBN | 9789726852902 |
|---|---|
| Ano | 2020 |
| Número de páginas | 330 |
| Editora | Petrony |
| Categorias |
Livros > Direito > Direito Civil
Ana Elisabete Ferreira
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