«A melancolia não só reflete a dualidade do nosso ânimo, como também a estimula. Poderia dizer-se, portanto, que a melancolia “dá alma” à pessoa, ou a inspira.»
Sendo um dos sentimentos mais complexos e ambivalentes, na Idade Média a melancolia era uma «doença diabólica», no Renascimento estava ligada à reflexão e à sabedoria, e no Romantismo era uma qualidade que encorajava a criatividade e a arte. O problema surgiu quando, no início do século xx, se substituiu a palavra «melancolia» por «depressão», como se fossem sinónimos, e se enveredou pelo caminho da medicalização dos «estados melancólicos».
Neste ensaio, a filósofa Joke J. Hermsen propõe uma nova abordagem da melancolia, assumindo-a como um pilar da civilização e uma forma de nos relacionarmos com o mundo e a natureza. Mostra o ser humano como uma entidade capaz de transformar a perda e a transitoriedade em criatividade e esperança – e, com a ajuda de pensadores como Hannah Arendt, Ernst Bloch e Lou Andreas-Salomé, investiga as circunstâncias em que o ser humano usa e ultrapassa a melancolia para estabelecer uma nova relação com o mundo e consigo mesmo. Ou seja, a melancolia é um dos nossos estados naturais – e um dos mais criativos.
| ISBN | 9789897227653 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 200 |
| Editora | Quetzal |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Joke J. Hermsen
Joke J. Hermsen (1961), neerlandesa, estudou arte e filosofia em Paris e Utreque. Publicou vários livros de ficção, incluindo um romance histórico sobre o «grupo de Bloomsbury» (a que pertenciam Virginia Woolf, T.S. Eliot ou E.M. Forster, nomeadamente) ou uma sátira à vida nos meios filosóficos e académicos. Os seus ensaios são fundamentalmente sobre filosofia contemporânea (Sarah Kofman, Gilles Deleuze, Simone de Beauvoir, Henri Bergson, Maurice Blanchot, Lou Andreas-Salomé ou Hannah Arendt, entre outros), o nomadismo e a crítica ao «tempo tecnocrático».
Joke J. Hermsen vive e trabalha em Amesterdão. |


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