Este volume da coleção Arte e Artistas reúne textos publicados por Ernesto de Sousa nas revistas O Século Ilustrado, Modas e Bordados, Vida Mundial e Opção entre 1974 e 1978.
«[Nestes textos] notam-se uma urgência e uma euforia que anseiam por poder fazer acontecer uma vanguarda finalmente, e absolutamente, a par de, e em comunhão com a liberdade recém-conquistada. Porém, está também presente um constante alerta para os facilitismos, os aproveitamentos da confusão pós–revolucionária e as persistências de uma conceção de arte que Ernesto não considerava compatível com a revolução. A urgência e a vigilância – palavra que Ernesto emprega mais do que uma vez – fazem-no regressar frequentemente a tópicos, citações e autores de referência, ou artistas que considera os melhorespara exemplificar o que é isso de fazer uma vanguarda revolucionária, uma que possa reinaugurar a arte sob a forma de novas experiências coletivas. Essa é uma das premissas fundamentais de Ernesto: a vanguarda enquanto possibilidade de uma criação e experiência coletivas. Não há outro modo, para ele, de conceber a vanguarda se não como uma prática profundamente implicada na transformação quotidiana do mundo.»
| ISBN | 9789722732895 |
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| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 248 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Imprensa Nacional Casa da Moeda |
| Categorias |
Livros > Artes > Arte
Ernesto de Sousa
Ernesto de Sousa (Lisboa, 1921–1988) foi uma das figuras mais complexas e activas do seu tempo, um prolífico artista multidisciplinar e um ávido promotor de sinergias entre gerações de artistas da primeira e da segunda metade do século XX. Defensor de uma expressão artística experimental e livre, dedicou-se ao estudo, divulgação e prática das artes, como à curadoria, crítica e ensaística, à fotografia, ao cinema e ao teatro.
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