Nunca havia sido dia até ao amanhecer de 25 de Abril de 1974. Nunca se havia respirado como quem vive, antes se havia vivido como quem morre. Inalava-se e exalava-se não oxigénio, mas terror. Não havia outros além do medo. A ditadura sentava-se numa cadeira na mente de cada um, deixando-se ficar como parasita, apenas saindo para ocupar um fosso ainda maior: o espaço entre as pessoas. (…)
Este livro, cujo título é retirado do magnífico poema de Sophia Mello Breyner, divide-se em três partes: A primeira parte, “Março”, abarca todos os poemas sobre o período da ditadura.
A segunda parte, “Abril”, fala-nos do dia inicial inteiro e limpo, da madrugada que todos esperavam, do dia em que se habitou finalmente a substância do tempo.
A terceira parte, “Entre Março e Abril há uma janela”, é um espelho dos terríveis tempos em que vivemos, tempos em que se dão tantos passos atrás que já nem é possível contá-los, tempos em que Março se encontra sempre ao virar da esquina.
| ISBN | 9789895664948 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 136 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Maria Ganhão Pereira
Maria Ganhão Pereira nasceu em Lisboa, em setembro de 2000 e publicou o seu primeiro livro, “Quando o Céu Não é Estrelado”, em 2015, tendo previamente publicado poemas em jornais como “A Voz de Domingo” e escrito um texto adaptado a teatro, levado a cena no Teatro da Comuna. O segundo livro de poesia, “Diálogos com a Mente”, foi publicado em 2022. |


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