João Pinto Coelho regressa ao seu tema de eleição, num romance que é também uma surpreendente história de rebeldia e resistência numa Europa em guerra.
Inverness, 1927. As Terras Altas da Escócia, refúgio privado do ramo britânico dos Senigallia, a mais influente dinastia de banqueiros judeus da Europa, são o palco da infância de Franca e Giullietta, duas gémeas impossíveis de distinguir e, ainda assim, tão diferentes.
Mas os muros aristocráticos do castelo de família encerram muito mais do que sonhos juvenis. Lá, onde o Diabo pode ser visto pelo menos uma noite por ano e os fantasmas esbofeteiam as criadas no escuro, dá-se o maior crime do século, uma tragédia que marcará de maneira impiedosa o destino das raparigas.
O seu grito de emancipação escutar-se-á nos cenários mais improváveis – dos cafés de Montparnasse, onde Giullietta impõe o seu génio artístico junto de pintores que se contarão entre os mais famosos do mundo, até à costa do Estoril, onde Franca apanha sol no Tamariz e se cruza com espiões nas festas exuberantes do Hotel Palácio.
Porém, quando tudo se desmorona, o romance anoitece, quase insuportável de ler perante a mais hedionda das faces do Holocausto, essa que se oculta nos blocos de Auschwitz e Birkenau, pelas mãos de Mengele, o Anjo da Morte, e a sua legião de médicos nazis.
Com “Aguarela de Paris”, João Pinto Coelho – autor vencedor do Prémio LeYa – regressa ao seu tema de eleição, presente, desde logo, em “Perguntem a Sarah Gross”, tecendo desta feita um romance de formação que é também uma surpreendente história de rebeldia e resistência numa Europa em guerra.”
| ISBN | 9789722089395 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 424 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Dom Quixote |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
João Pinto Coelho
João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Frequentou Belas-Artes e licenciou-se em Arquitetura, tendo passado algumas temporadas nos EUA, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque. É autor dos romances Perguntem a Sarah Gross, finalista do Prémio LeYa, nomeado para Melhor Livro de Ficção Narrativa pela SPA e representante de Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry; Os Loucos da Rua Mazur, vencedor do prémio LeYa 2017, finalista do Prémio Literário Fernando Namora e semifinalista do Prémio Oceanos; e Um Tempo a Fingir, romance finalista do Prémio da União Europeia para a Literatura e do Prémio Literário Fernando Namora, bem como semifinalista do Prémio Oceanos. Os três romances integram o Plano Nacional de Leitura.
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