Neste segundo volume desenvolvem-se as questões que podemos associar à génese da «Escrita do Porto» (neste contexto, a palavra escrita é entendida como registo de uma ideia emergente), indissociável da figura de Fernando Távora e da sua obra teórica, desenhada e construída.
A construção desta identidade ocorre entre 1945 e 1954, entre a publicação de O PROBLEMA DA CASA PORTUGUESA E O ANTEPROJETO DO MERCADO DE VILA DA FEIRA, anos marcados por um percurso solitário em busca de uma arquitetura moderna e portuguesa.
A tese de doutoramento
A ESCOLHA DO PORTO: CONTRIBUTOS PARA A ACTUALIZAÇÃO DE UMA IDEIA DE ESCOLA, de Eduardo Fernandes, realizada com a orientação de Sergio Fernandez, Jorge Correia e João Vieira Caldas, foi defendida publicamente em 2011, na Escola de Arquitetura da Universidade do Minho; tinha como objetivo principal responder à pergunta: de que é que se fala, quando se fala da «Escola do Porto»?
É a resposta a esta pergunta que se pretende agora atualizar, à luz de uma nova reflexão, apoiada na evolução que estas temáticasconheceram no trabalho de investigação subsequente, acrescentando mais alguns contributos para a definiçãodesta ideia de Escola.
COLECÇÃO EM 10 VOLUMES
A ESCRITA do Porto
volume 1 – Antecedentes
volume 2 – Construção de Uma Identidade
volume 3 – Os Anos do Inquérito
A ESCALA do Porto
volume 4 – Do Inquérito à Revolução
volume 5 – O processo SAAL
volume 6 – O legado do SAAL
A ESCOLHA do Porto
volume 7 – Ser ou não ser moderno
volume 8 – Ser ou não ser Escola
volume 9 – Ser ou não ser do Porto
Volume 10 – «Escola do Porto» no século XXI
(temática que a tese não abrangeu)
| ISBN | 9789723619539 |
|---|---|
| Ano | 2023 |
| Número de páginas | 160 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Afrontamento |
| Categorias |
Livros > Artes > Arquitectura
Eduardo Fernandes
Nasceu no Porto, em 1966. Os três anos que passou, como estudante, no liceu Alexandre Herculano despertaram-lhe o gosto pela arquitetura e pela obra de José Marques da Silva. Ingressou na FAUPorto em 1985; pelas janelas do pavilhão Carlos Ramos, viu crescer o novo edifício da Faculdade e a admiração por Álvaro Siza. Durante a licenciatura, que concluiu em 1992, a sua formação ficou marcada pelas aulas de Fernando Távora, Sergio Fernandez, Alexandre Alves Costa, Nuno Portas, Manuel Mendes e Anni Gunther, entre outros. Após o curso, trabalhou como profissional liberal, desenhando diversos projetos como autor, coautor ou colaborador; colaborou igualmente com várias instituições: Centro de Estudos da FAUP, entro de Estudos Territoriais do ISCTE, FPUPorto e DPCultural da CMPorto. Voltou à FAUP em 1995, para frequentar o curso de Mestrado em Planeamento do Ambiente Urbano, que concluiu em 1998. Um novo regresso à FAUP, em 1999, marcou o início da sua carreira de docente, trabalhando (e aprendendo) com Manuel Botelho (MLAC, 2.o ano) e Domingos Tavares (HAM, 3.o ano). Em 2001 aceitou o convite para lecionar no Curso de Arquitetura da UMinho, onde prosseguiu a atividade académica até hoje, em diversas unidades curriculares da área da Teoria, da História e do Projeto. Recorda com saudades os mais de 1000 alunos que passaram pelas suas turmas; os livros desta coleção são escritos a pensar neles…Ao longo da sua carreira, procurou sempre conciliar o prazer do desenho com a vontade de ensinar e escrever; tem vários textos publicados, que podem ser consultados no repositorium da Universidade do Minho. |


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