Em “A Dança das Traças”, da autoria de Jaimemorto, Boris e Arthur levam-nos a viajar entre os cantos mais obscuros do submundo e as danças que levantam pó a qualquer luminosidade, quais traças a valsarem num sótão abandonado. Fluem imagens cínicas, impressionistas, cruas e surrealistas sob a forma de versos cantados com vozes arranhadas que nos custam decifrar, viciando os jogos da Natureza.
In contracapa “A Dança das Traças”
| ISBN | 9789893587287 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 150 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Editorial Novembro |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Jaimemorto
Jaimemorto nasceu aos treze anos, pele por fora, embrião por dentro, alma enrugada. Julgava que o seu embrião, como o das outras criaturas, iria amadurecer e crescer, mas isso nunca aconteceu. Ficou sempre embrião, a permitir-lhe ver como são todas as coisas antes sequer de existirem. De Viseu rapidamente se mudou para Aveiro, a sua verdadeira cidade de onde só saiu aos dezassete anos. Nesta cidade amigou os estranhos (sendo que a sua indumentária de mordomia remendada afastava muita gente), conquistou a escola, ganhou concursos de escrita e foi medalhado pelo município. Tentou também convencer o violino a ser a sua dama, o que a longo prazo não deu resultado (iria mais tarde aprender o canto das sereias). Depois, seguiu para estudar na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Partilhava casa com colegas estranhos e adquiriu um gato. Queria aprender tudo sobre a Natureza, pois tudo o que é natural é humano, mesmo as coisas mais tenebrosas. Após seis anos desceu para o Alentejo para se formar em Psiquiatria porque o maior labirinto natural que o seu embrião conhecia era a mente humana. Cinco anos depois, já formado, subiu para a Póvoa de Varzim. Assim continua, contando agora com três gatos, uma mulher labiríntica e com um novo fogo aceso que espera que nunca mais se apague. |


Reviews
There are no reviews yet.